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Lembranças da minha época de Atlética

          Certo dia durante um bate-papo virtual com o amigo e atual presidente da Atlética, Gil, o colega interrogou-me o por quê de ser atleta da Medicina-UFJF, o que me motivaria a sê-lo. De imediato pensei: ora bolas, porque adoro esportes e nada mais natural do que praticá-los e também representar minha faculdade, pela qual tenho tanta estima. Mas algo ficou cutucando em minha cabeça, pois tal conclusão seria muito simplista.

            Passei vários dias a pensar em quais seriam os reais motivos ou motivações que fariam alguém a dedicar-se a ser de fato um atleta da Med-UFJF. Fui mais além, e passei a rememorar a minha história e os fatos marcantes desta, bem como o que vejo hoje que sou um ex-atleta da nossa querida faculdade.

            Cheguei a três desfechos…

            Em primeiro lugar, o motivo óbvio: sempre pratiquei esportes e não me imagino viver sem praticar algum. Desta forma, continuar a praticar esportes e a competir é antes de tudo uma satisfação pessoal. Lembremos também dos benefícios que o esporte nos traz, os tais bons hábitos de vida, que cansamos de elencar aos nossos pacientes no dia-a-dia profissional (se alguém que lê este texto ainda não o faz, esteja certo de que um dia o fará).

            Mas hábito de vida saudável e liberação de endorfinas ainda é pouco… falta algo… Pode ser o exemplo que a vida desportiva nos traz, seja nos desafios diários dos treinos ou em cada campeonato que participamos. Exemplo de superação para os desafios da vida diária. Falando de mim… Antes era apenas desafiar a preguiça para treinar ou então os adversários em cada disputa competitiva. Hoje, como médico, desafio a mim mesmo todos os dias: desafio  na hora de estudar um pouco mais para um concurso ou uma prova de título; desafio de buscar um melhor resultado cirúrgico em um caso difícil; ou mesmo de não desistir frente a um caso desafiador quando tudo parecer caminhar no sentido errado.

            Acho que essa vontade de ir além, de perseverar vem dos dias de treinamento, mesmo que inconscientemente… Dos dias em que, desafiando o frio, ia enfrentar a baixa temperatura do inverno de Juiz de Fora em uma piscina pensando nos poucos dias que faltavam para o Intermed. Ou ainda pensar nas vezes em que subia a Avenida Independência correndo para treinar atletismo na nossa faculdade, em busca de bons resultados nos campeonatos.

            Porém, depois de tantos pensamentos e tantas boas recordações passarem pelos meus olhos, vi que este é que deve ser o grande motivo. Vivendo o esporte somos personagens de uma história que deixa grandes memórias. Lembranças das grandes comemorações, das grandes vitórias (e também das derrotas), dos treinamentos, dos dias de expectativa para o Intermed, dos amigos… Ahh, os amigos… como era bom estar ao lado deles. Nas competições, nas comemorações após nossas conquistas, em reuniões da Atlética… Hoje são só fotos nas parede,  imagens no monitor para o qual agora olho, mas como é bom revê-los!

            Eh… acho que é isso… Este é o grande motivo pelo qual fui e seria novamente um atleta da Med-UFJF: para viver tudo de novo, ter mais e mais bons momentos e amigos e crescer como pessoa. E para encerrar vejo com clareza que, mais do que o 1º ou 2º lugar, as memórias é que são o grande troféu que conquistamos. A taça que carregamos durante a volta olímpica que é a nossa vida.

Por: Samuel Lopes Mendes

Junho/2009

Médico formado pela UFJF (jan/2007)

Presidente da Atlética (2002-2004)

Atleta da Natação e Atletismo (2001-2006) / 9 medalhas em Intermed’s

Atletica

 

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